Abril indígena: campanha marca luta e resistência dos povos indígenas no Brasil
Abril indígena: campanha marca luta e resistência dos povos indígenas no Brasil

O mês de abril marca uma importante campanha para os povos originários do Brasil. Celebrada em todo país, o Abril Indígena ressalta a luta e a resistência dos povos indígenas no Brasil. Este é um momento de refletir sobre a importância de preservar suas histórias e fortalecer a luta pela igualdade e inclusão.
Seja no Brasil Colônia, no Brasil Império ou na República Federativa do Brasil, os povos indígenas sempre estiveram na ponta da desigualdade da nossa sociedade, sofrendo violências que vão desde a escravidão à retirada de direitos já garantidos por lei e até mesmo ataques invisíveis, como a falta de estudos completos e estatísticas sobre as reais condições desta população.
“Do ponto de vista da memória, é papel nosso continuarmos falando sobre isso porque o país não foi construído apenas por um tipo de mão, um tipo de opressão. Estamos falando de um processo múltiplo e os povos indígenas participaram tanto dessas violências como de todos os trabalhos e resistências”, afirmou em entrevista recente à BBC News Brasil o historiador João Paulo Peixoto Costa, professor na Universidade Estadual do Piauí e no Instituto Federal do Piauí e coordenador do blog ‘Indígenas na História: Sempre Obrigados Ao Trabalho’.
Para dar vez aos habitantes originários do nosso país, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), abraça a campanha do Abril Indígena para fazer ecoar um grito de resistência. É preciso recontar a nossa história dando voz àqueles que violentamente foram submetidos ao processo de colonização e escravidão, reconhecendo a importância de seus valores culturais e sociais.
Em Alagoas, contamos com a existência reconhecida de 11 etnias indígenas: Kariri-xocó (Porto Real do Colégio); Xucuru-kariri (Palmeira dos Índios); Geripankó (Pariconha); Dzubucuá (Porto Real do Colégio); Kalankó (água Branca); Karuazu (Pariconha); Karapotó (São Sebastião); Katokinn (Pariconha); Koiupanká (Inhapi); Tingui-botó (Feira Grande); e Wassu Cocal (Joaquim Gomes).
Nos últimos dois anos, através do projeto “Meu Título Indígena”, que leva a prestação de serviços eleitorais para as comunidades indígenas em Alagoas, o TRE-AL conseguiu alcançar um marco histórico. A participação dos povos indígenas no cadastro eleitoral deu um salto de mais de 3000%. O número de eleitores autodeclarados indígenas passou de 97 para 3.598. Um avanço simbólico para uma parcela da sociedade que teve seus direitos políticos reconhecidos somente na Constituição Cidadã, em 1988.
Ainda nos dias atuais, os povos indígenas enfrentam batalhas para driblar o preconceito, estigmas e ter acesso a direitos básicos como a saúde e o reconhecimento de seus territórios. Por tanto, o incentivo à campanhas que ajudem a disseminar e estimular a rica cultura indígena é um dever cidadão. No Abril Indígena, o TRE-AL apresentará diariamente conteúdos voltados ao reconhecimento e valorização dos povos indígenas brasileiros. Vamos juntos!